terça-feira, maio 29, 2007

Sem lei nem Rei, me vi arremessado
Bem menino, a um Planalto Pedregoso
Cambaleando, cego, ao sol do acaso
Vi o mundo surgir, tigre maldoso
O cantar do sertão, rifle apontado,
Vinha malhar seu corpo furioso
Era o canto demente, sufocado,
Surgido nos caminhos sem repouso
E veio o sonho: e foi despedaçado!
E veio o sangue: o marco iluminado
A luta extraviada e a minha grei!
Tudo apontava o Sol! fiquei embaixo
Na cadeia em que estive
e em que me acho
A sonhar e a cantar
Sem lei nem Rei!

(Maximiano Campos)